A morte de um é o nascimento de outro
Encaremos a situação de frente: foi um nado-morto este sítio onde tristemente escrevo. Um nado-morto, sem dúvida pois uma andorinha tentou fazer a primavera, e a primavera morreu, talvez seja da aragem. Contudo, e sem abandonar a intenção: não se pretende aqui reflexos de respostas que nunca haverão. Sabe-se bem que se muito será um diálogo entre duas andorinhas sem prima Vera, nem qualquer prima que mais. Porém: e em mais um lamento precioso, encarrego-me de fazer o funeral à prima. Devemos-lhe isso. Que o choro comece, e que o som dos mudos continue sem se ouvir, até que este corpo sepulcro, enterrado bem perto de nós, nos corrompa até à saturação, e aí sim, deixemos morrê-lo em paz.

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